|
Entende-se por contra-indicação
verdadeira uma proibição à utilização de uma
determinada vacina. Geralmente a razão é um risco
elevado de efeito adverso grave ou uma situação em
que o risco das complicações supera o risco da
doença contra a qual a vacina protegeria.
Precaução, por outro lado, é uma
situação em que não há proibição absoluta, mas
deve-se avaliar criteriosamente os riscos e os
benefícios de uma determinada imunização.
Na prática clínica diária,
entretanto, o que se verifica é que freqüentemente
crianças e adultos não são contra-indicações
verdadeiras. São as chamadas falsas
contra-indicações, que muitas vezes representam
oportunidades perdidas para a vacinação e são
responsáveis por atrasos nos calendários de
vacinação.
As principais falsas contra
indicações são:
-
doenças leves com febre baixa,
sejam do trato respiratório ou digestivo;
-
prematuridade:as vacinas devem
ser administradas na idade cronológica da
criança, exceto para os prematuros com peso
menor que 2 kg;
-
reação local a uma dose
anterior da vacina;
-
uso de antimicrobiano: não
interfere com a resposta imune às vacinas;
-
desnutrição: a resposta às
vacinas é adequada e não há aumento dos eventos
adversos;
-
convalescença de doenças
agudas: especialmente para as doenças do trato
respiratório superior quando ainda houver tosse
ou coriza.
-
Diagnóstico clínico prévio da
doença: não há qualquer impedimento de se
realizar a vacina, especialmente quando o
diagnóstico não foi confirmado.
-
Alergias: exceto se houver
histórias de alergias aos componentes da
vacina.
-
Doença neurológica estável.
-
História familiar de
convulsão.
-
História familiar de morte
súbita.
-
Tratamento com corticosteróides
em doses não imunossupressoras. Geralmente
quando o tratamento for inferior a duas semanas
ou em doses baixas.
-
Uso de corticosteróide por via
inalatória.
-
Vacinação contra raiva
-
Contato domiciliar com
gestantes.
-
Internação hospitalar.
-
Aleitamento
(amamentação).
Contra-indicações
Verdadeiras:
-
Imunodepressão: para as vacinas
de vírus vivo atenuado.
-
Presença de doença febril
moderada a grave.
-
Reação grave de
hipersensibilidade a algum componente da vacina
ou a alguma dose anterior.
-
Gravidez: vacinas de vírus
vivos atenuados devem ser evitadas.
-
Encefalopatia nos primeiros 7
dias após a vacina pertussis (coqueluche).
-
Crise convulsiva ou síndrome
hipotônica-hiporresponsiva até 72 horas após a
vacina tríplice convencional. Neste caso
recomenda-se a continuação do esquema de
imunização com a vacina dupla infantil ou
tríplice acelular.
Vacinação simultânea é a
aplicação de duas ou mais doses de vacinas
distintas ao mesmo tempo em locais ou vias
diferentes.Todas as vacinas disponíveis atualmente
podem ser utilizadas simultaneamente, sem que isso
diminua a resposta imune ou aumente as reações
adversas.
Vacinação Combinada consiste na
aplicação de vacinas de forma conjunta, ou seja
mais de uma vacina em uma única seringa e
aplicação. A vacina combinada mais conhecida e
utilizada é a vacina tríplice.
Hoje contamos com inúmeras
vacinas combinadas.
|
Vacinas (siglas)
|
Proteção |
|
DT |
Difteria e
tétano |
|
Tríplice bacteriana |
Difteria, coqueluche e
tétano |
|
Tríplice viral |
Sarampo, caxumba e
rubéola |
|
Dupla viral |
Sarampo e
rubéola |
|
Tetra bacteriana |
Difteria, coqueluche,
tétano e HiB |
|
Penta 1 |
Difteria, coqueluche,
tétano, HiB e poliomielite |
|
Penta 2 |
Difteria, coqueluche,
tétano, HiB e Hepatite B |
|
Hexa |
Difteria, coqueluche,
tétano, HiB, poliomielite e Hepatite
B |
|
Dupla A e B |
Hepatites A e
B. | |